Vera Lyn Poeta
A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Amantes solitários
O Teu corpo é o templo da minha solidão.
O meu corpo, é o mar cinza por você navega.
Somos felizes e tristes.
Dependentes e livres, um ao outro.
Amamos os confins da poesia,
E já não sabemos se nos amamos tanto!
As vezes nos queremos, noutras, não!
Não! Não! Não!
Por vezes, solidão!
O teu corpo é minha casa em caracol.
O meu corpo, é o mar cinza e turbulento
por onde voce naufraga!
Luzeiro escondido!
Não me arranquem dos sonhos.
Meus olhos estão despertos e o coração em latejo.
Deixem que eu sonhe até sustentáculo da nobre
realidade,
definhe o todo, pouco a pouco, de vez.
Para que tamanho mundo onde devo guardar-me a
pesadelos em suas dores que ainda virão?!
Diminuam o mundo.
Fechem as comportas da minha louca realidade.
Destruam os degraus dos sonhos que meus sentidos
sobem e descem todos os dias.
Sonhos desde a sabida infância. Bem antes do beabá.
Na precisa renascença.
Sonhos de olhinhos fixos e úmidos; corridos a longas
estradas sem fim.
Criança de sonhos que guardou tudo em segredo.
Explodindo em metáforas sem o saber
Vulcão expelindo lavas em fogo de solidão.
Alimentando ao ninar pelos
bonecas rígidas e mudas, frias e sem vida.
Preciso cuidar do amor e da dor devoradora.
Infindo olhos que não apagam à alma e nem a mente,
Luzeiros.
domingo, janeiro 09, 2011
Despertar!
Dizia para mim mesma que, mais tarde, debruçaria a
lei da física.
E só então, navegaria mares tão sonhados dantes!
Encontraria lá, moleculas do meu interno; exposto
mundo!
Viveria de flores. Respiraria saudades sãs.
Andaria todos os dias, descalças.
Cabelos à vontade própria - sem o pentear!
Pouca roupa; largas, leves e brancas.
Banhos seculares de rios; cachoeiras cravadas em
bordas, por topos do mundo!
Caudalosos rios de silêncio, desde a infância!
Tocaria a terra como as cordas mágicas d'um violino,
em sinfonias!
Faria então, um poema a abundante fecundação.
Cobriria meu corpo com o espetáculo da noite, em sua
natureza.
Até minh'alma desdobrar-se às mais íntimas paixões;
Inspiradas pela trajetória nessa minha vida!
Até que meu coração gritasse!
Até que todos meus sentidos vibrassem!
Desenharia então, meu rosto para o mundo!
Num delinear esboço traçado por palavras, apenas;
Milhões delas! Todas as palavras do mundo, juntas!
Esse tempo vem chegando.....
Eis que chega o futuro!
Exata hora em que usarei a arte,
Para fundir-me de vez,
À minha doce, única e transponível alma!
Molduras do Tempo!
embrenhando-se pelas
molduras....
Troco as frases, e elas se perdem todo dia.
Troco de música, e também não dizem o que
preciso ouvir.
Mudo a cor dos cabelos. Mudo de roupas.
Sobrê a mesa, o silêncio.
Giro a chave no portão. Lá fora o banco está
vázio,
Na breve espera que alguém o esquente.
Suspiro de olhos fechados, está tudo doendo;
Provavel solidão!
Tetos de vidros se quebram.
Cortam meus dedos e sangram minha emoção!
Fico sem caminhos. Roubam-me de mim.
Os fortes; gladiadores em palvras insanas e
ações desorientadas - uns aos outros.
Estão se destruindo. Aniquilando os arredores!
Atento; cuidadoso, o amor chora dentro de mim.
Vejo a paz triste. Embrenhando-se pelas molduras,
que meus olhos sonda:
Fotografias de tempos felizes.
Já, envelhecidas.
Pregadas como um Cristo pelas paredes!
quinta-feira, dezembro 30, 2010
"Enquanto me calei, meus olhos me consumiam..."
Já não me sinto sozinha.
As mãos que me guiam, me libertam e eu vou.
Me absolve aos delitos que por algum tempo
corromperam o amor,
Cegaram meu coração em negras nuvens,
E as angustias soam agora,
Como intensos gritos de liberdade, e eu vou.
Cada passo uma reflexão e mais um dia; um
dia por vez.
As mãos que me guiam instrui-me.
Chegam em cantos de libertação e vem do
cosmo, eu sei.
Eis a essência do amor que Deus cravou em
minhas células.
"Enquanto me calei, meus ossos se consumiam,
o dia todo rugindo, porque dia e noite a tua
mão pesava sobre mim." -Salmo 32 -.
Preciso do amor-amar, como dependo do ar e da água
para viver.
Minhas células giram em picos excessivos ao
encontro da fidelidade e da justiça.
Preciso continuar alimentando todo esse
sentimento renovado,
essa memória restabelecida.
As vezes, tudo se torna uma questão de tempo.
E sei que a paciência traz mais frutos que a força.
Preciso doar-me por todas essas manhãs de quando
desperto da noite bem dormida.
Sem os fantasmas que me fizeram avenidas;
longas estradas sem fim.......
Salvos eternos ao amor e a poesia, que não se deixaram
corromper em minha "ausência", naquele meu tempo jogado à fraqueza
humana.
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