Vera Lyn Poeta

A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p

sábado, julho 16, 2011

O Corpo !

 
 
 
 
 
 
O corpo...

...estranho corpo!
O corpo, sempre pede!
Roga ser bonito e atraente.
...
Pede prá ser nutrido à todo instante;
Banhos e perfumes;
De aromas leves, para engolir outro corpo.
Súplicas, em eterna juventude...oh, céus!

Segue, pondo-se à frente,
Como uma bailarina de quinta, que precisa duns
trocados, urgente!
...falando, gesticulando;
Tentando num performance, eternizar-se em domínios...
À tudo, quer para sí...
Numa gula estridente e sem alma;
rogando e desestituido do espírito real!

E, de longe, muito além,
Sabemos-o desintegrando como pão amanhecido!
Escrevo minha felicidade à gis,
Sabendo, tão cedo, deverei apagá-la!


VeraLynpoeta.

quinta-feira, julho 14, 2011

incertezas


 Penso em ceder.
Fechar os olhos, apagar a memória,
desaquecer a mágoa e, entregar-me novamente
em suas mãos.
Penso, só penso!

Talvez, já não exista mais em mim,
o vazio em que me condenastes.
Talvez, essa preguiça de chorar e sair a luta,
cauterizou emoções.
Te quero sim, mas já não te sinto.
As vezes, é como se eu não te conhecesse.
Não sei, mais!
Vera Lyn Poeta

Voar...Voar...

















As vezes tenho espamos em ânsias de liberdade.
Mas não sei que liberdade seria essa; maior, exagerada...
Desmarco tudo; encerro!
Saio atrás do quê possa me surpreender, mais adiante..
VeraLynpoeta
 

domingo, julho 10, 2011

Vencedor, vence...... dor !














Lembrar da infância e seus barquinhos de papel,
Lançados à corredeira em águas de chuvas,
Vê-los ainda, em imagens vivas,
Na velocidade do sobe e desce em ondas;
Água de lamas vermelhas,
...E a inocencia à volta, aplaudindo e querendo ver o vencedor.....
_O meu barquinho vai vencer, vai sim, o meu barquinho, ganhou!!!!
Oras, isso é entonar aos olhos,
Lágrimas em esperanças!
Já não sei se beijos, abraços e entranhas,
Valem mais do que o quê sinto, agora!
VeraLynpoeta.

sábado, julho 09, 2011

Solidão do mar em noturno....













Não posso esquecer a despedida,
Nem o silêncio que se fêz no beijo;
Abraço desesperado eternizando-se em adeus....

Nossos olhos anuviados e chorando
Como a solidão dum mar em noturno;
Fazendo-se ocêanos por nossos ombros
de porto seguro;
De pele em sal,
em cheiro, em delicias de toques; deslizes sem fim,
sem hora, sem querer terminar...largar-se.
Nem soltar as mãos....os pés;
As pernas umas dentro da outra....

Como a solidão d'um mar em noturno;
ocêanos por nossos ombros, chorando, e
chorando baixinho,
no porto que um dia, em sorrisos,
escancarei!

VeraLynPoeta.