Vera Lyn Poeta

A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p

quinta-feira, junho 08, 2017

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu.... > Hilda Hilst <

terça-feira, junho 06, 2017

_Que o caminho positivo seja nossa única direção. Nossa estrada em única mão. Todo amor que houver nessa vida, poesia, musica, e um pouco de paz.

__Vera Lyn Poeta
 

segunda-feira, junho 05, 2017

_Eu amo a solidão junto às flores, musicas, sons de brisas finas...Eu amo a solidão que existe nos meus sonolentos poemas. Meus poemas sou eu. 🌬️🌬️💨🌊🎸



Janis Joplin - Move Over (Live) 1970


"O crítico de Rolling Stone, David Dalton, disse uma vez que Janis fez todas as músicas que ela cantou dela pelo direito soberano de seu carisma. Que descrição!
Veja Janis executar "Move Over" ao vivo no Dick Cavett Show em 1970."

Leonard Cohen - Hallelujah

domingo, junho 04, 2017


A águia não luta com a cobra no chão. Ela leva a cobra para o céu, 
muda o campo de batalha, e logo depois a solta. 
A cobra não tem nenhuma resistência, poder e nenhum equilíbrio no ar. 
Em seu terreno a serpente é poderosa e mortal, 
mas no céu ela é inútil, fraca e vulnerável. 
Leve a sua luta para o reino espiritual em oração e Deus assumirá as tuas batalhas. Não lute contra o inimigo na sua zona de conforto, 
mude o território da batalha. 
Você terá a certeza da vitória."

Tudo...



sábado, junho 03, 2017


“Um homem pode ser ele mesmo apenas se está sozinho; e se ele não ama a solitude, ele não vai amar a liberdade; pois é apenas quando ele está sozinho que pode ser verdadeiramente livre”

(Schopenhauer).

Nossa Senhora de Fátima


Sinto orgulho do intenso amor que teço por essa Santa Mãe de Deus.
Amém.

Poesia na alma



Eu tinha aparência de criança. Olhos ávidos de criança. Berros ensurdecedores de criança. Hiperatividade infantil, isso sim, me era sina. Porém, não me via como criança. Lúcida, me lembro, a poesia me implorando por dentro.

Levava propostas criativas aos meu amiguinhos. Colocávamos em prática, sempre. Éramos crianças, e estávamos vivendo a inocência da infância. Realizando sonhos pueril. Em meio aquelas ruas sujas de terra batida, abaixo do sol fervente. Éramos crianças criativas. Parece que nada dói para sempre quando somos crianças. Mas eu não me via como criança. Naquela década eu já me sentia um ser velho e cansado de viver.
Seria eu, apenas um corpo presente e mentora de brilhantes ideias infantes?!

Sempre estive com minha mente lá....Bem longe daquelas tolices. Eu sonhava em tempo integral. Eu via e vivia coisas estonteantes dentro da minha mente. Pelo meu corpo. Através meu espírito. Por minha alma toda.

Então, eu precisava brincar com aquelas crianças, distraí-las para que eu pudesse gozar de certo silêncio poético, sem ser descoberta pelos 'adultos'.

Enquanto minhas mãos moviam-se entre aquela parafernália de brinquedos mudos, mutilados e sem nenhum sinal de vida. Escorriam palavras de amor e adeus pelo vermelho sangue de minhas veias. 
Eu deveria escrever um poema de adeus, tão dolorido como um punhal fincado no peito. Algo relativo a uma tragédia de amor, 
onde a outra pessoa mente, 
te engana 
e te trai.

Varias vezes, saía correndo atrás do papel e caneta. A procura de um canto onde se predominava a paz da solidão. Sei bem que todos os lugares que estive, eu nunca estive. Também nunca fui criança dentro de mim.

Mas me lembro bem, que nessas horas de espanto, nostalgia e angustia por escrever, eu podia ouvir ao longe, vozes cantando blues.
A voz era da Etta James. Ah, eu nem sabia nada da Etta...Mas podia vê-la cantando aqui, pelo lado de dentro.

O vento....Eu corria contra o tempo, e já havia  vivido 250 anos. Importante, seria registrar todo aquele sentimento que estava me fazendo pulsar....pulsar...estremecer profundo.
Não gosto de barulheira. Não gosto de falação. Não gosto de aglomeração de gente.

Vera Lyn Poeta

sexta-feira, junho 02, 2017

Eric Clapton - Double Trouble (Live Bootleg) 1978 AMAZING!!!



__Boa noite blueseiros ...! M.A.R.A.V.I.L.H.A

Tome-me pelas mãos. Diga-me para onde ir.
Se lá tiver o amor que me cabe e protege. 
Que de mim se orgulha e enaltece. 
Então, tomarei na taça o vinho que me ofereces

Acomode-me em seu imenso coração.
Aceito sua força substancial que a mim fortalece.

O silêncio vai ficando para trás.
Cores se espalham ao brilho das suas mãos trilhos
Há aromas, direções e coragem. 
Descobri tuas faces detrás dessa luz em minha direção.
Tudo é puro sorriso recente, acendendo essa escuridão.

Estas alegrias violentas,
tem fim violentos

Falecendo no triunfo, como fogo
e pólvora

Que num beijo se consomem.

__ Willian Shakespeare



quinta-feira, junho 01, 2017

quarta-feira, maio 31, 2017

Sade - By Your Side

Europe - The Final Countdown (Official Video)

The Doors Soul Kitchen Live at Matrix "San Francisco" 1967

Janis Joplin - Little Girl Blue (This is Tom Jones, 1969)

Nick Drake - Clothes of sand

Aretha Franklin- ROCK STEADY - 1972

Qualquer um pode amar uma rosa, mas é preciso um grande coração para incluir os espinhos.

_____Clarice Lispector


Etta James - I'd Rather Go Blind ( Tell Mama, August 21, 1968 )

Clarice Lispector - (entrevista de 1977)



__Clarice Lispector - (entrevista de 1977) Última entrevista antes de sua morte, feita pelo jornalista Júlio Lerner, para o programa Panorama, em 1977. Reexibido nos 30 anos Incríveis da TV Cultura.
__A parte suave da vida. A parte desprovida de qualquer regra ou rigidez. Viver simples assim.


domingo, maio 28, 2017

Três primaveras e a metade daquele verão ardido.
Contei cada dia ao lado seu. Amei-te desesperada a cada segundo.
Até que você,
vagar,
tomou outro rumo. 
Contava-me sobre nossos destinos adversos.

Caminhar lento, não sabendo e indo; não querendo e
em frente, seguindo.

Chorei de soluço. Mais uma vez nossas vidas partiram-se,
Como rachaduras de casebres melancólicos,
em meio a  matas escuras.
Lugares abandonadas de calor humano, 
e entregues a corações sangrentos,
prestes a morrer de tanta dor e solidão.

Olhou-me pela ultima vez até desaparecer em meio ao nada.
Minhas mãos segurou no ar,
a vã esperança. Tudo acabou ali. 
Enterrei para sempre esse nosso suplicio.

Vera Lyn Poeta