Vera Lyn Poeta
A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p
domingo, janeiro 09, 2011
Despertar!
Dizia para mim mesma que, mais tarde, debruçaria a
lei da física.
E só então, navegaria mares tão sonhados dantes!
Encontraria lá, moleculas do meu interno; exposto
mundo!
Viveria de flores. Respiraria saudades sãs.
Andaria todos os dias, descalças.
Cabelos à vontade própria - sem o pentear!
Pouca roupa; largas, leves e brancas.
Banhos seculares de rios; cachoeiras cravadas em
bordas, por topos do mundo!
Caudalosos rios de silêncio, desde a infância!
Tocaria a terra como as cordas mágicas d'um violino,
em sinfonias!
Faria então, um poema a abundante fecundação.
Cobriria meu corpo com o espetáculo da noite, em sua
natureza.
Até minh'alma desdobrar-se às mais íntimas paixões;
Inspiradas pela trajetória nessa minha vida!
Até que meu coração gritasse!
Até que todos meus sentidos vibrassem!
Desenharia então, meu rosto para o mundo!
Num delinear esboço traçado por palavras, apenas;
Milhões delas! Todas as palavras do mundo, juntas!
Esse tempo vem chegando.....
Eis que chega o futuro!
Exata hora em que usarei a arte,
Para fundir-me de vez,
À minha doce, única e transponível alma!
Molduras do Tempo!
embrenhando-se pelas
molduras....
Troco as frases, e elas se perdem todo dia.
Troco de música, e também não dizem o que
preciso ouvir.
Mudo a cor dos cabelos. Mudo de roupas.
Sobrê a mesa, o silêncio.
Giro a chave no portão. Lá fora o banco está
vázio,
Na breve espera que alguém o esquente.
Suspiro de olhos fechados, está tudo doendo;
Provavel solidão!
Tetos de vidros se quebram.
Cortam meus dedos e sangram minha emoção!
Fico sem caminhos. Roubam-me de mim.
Os fortes; gladiadores em palvras insanas e
ações desorientadas - uns aos outros.
Estão se destruindo. Aniquilando os arredores!
Atento; cuidadoso, o amor chora dentro de mim.
Vejo a paz triste. Embrenhando-se pelas molduras,
que meus olhos sonda:
Fotografias de tempos felizes.
Já, envelhecidas.
Pregadas como um Cristo pelas paredes!
quinta-feira, dezembro 30, 2010
"Enquanto me calei, meus olhos me consumiam..."
Já não me sinto sozinha.
As mãos que me guiam, me libertam e eu vou.
Me absolve aos delitos que por algum tempo
corromperam o amor,
Cegaram meu coração em negras nuvens,
E as angustias soam agora,
Como intensos gritos de liberdade, e eu vou.
Cada passo uma reflexão e mais um dia; um
dia por vez.
As mãos que me guiam instrui-me.
Chegam em cantos de libertação e vem do
cosmo, eu sei.
Eis a essência do amor que Deus cravou em
minhas células.
"Enquanto me calei, meus ossos se consumiam,
o dia todo rugindo, porque dia e noite a tua
mão pesava sobre mim." -Salmo 32 -.
Preciso do amor-amar, como dependo do ar e da água
para viver.
Minhas células giram em picos excessivos ao
encontro da fidelidade e da justiça.
Preciso continuar alimentando todo esse
sentimento renovado,
essa memória restabelecida.
As vezes, tudo se torna uma questão de tempo.
E sei que a paciência traz mais frutos que a força.
Preciso doar-me por todas essas manhãs de quando
desperto da noite bem dormida.
Sem os fantasmas que me fizeram avenidas;
longas estradas sem fim.......
Salvos eternos ao amor e a poesia, que não se deixaram
corromper em minha "ausência", naquele meu tempo jogado à fraqueza
humana.
terça-feira, dezembro 28, 2010
Não sei....
Os teus olhos estão perdidos;
Os teus olhos procuram os meus!
Os teus olhos alcançam o infinito
quando os meus seguem os teus!
Você quer meu pensamento no teu!
Você quer meu corpo no teu!
Você quer minhas mãos nas tuas mãos....Não!
Ainda não sei se te amo, tanto....
Talvez, curiosidade apenas, não sei!
Mas sei que não se faz do amor a dor.
Vejo teus olhos impressos por onde
ando!
Teus olhos e pensamentos, me buscando!
Oh tormento!
domingo, dezembro 26, 2010
Acima de tudo O Amor
Corintios 13-14, 13
Ainda que eu falasse línguas,
as dos homens e dos anjos,
SE EU NÃO TIVESSE O AMOR,
seria como sino ruidoso
ou como címbalo estridente.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia,
o conhecimento de todos os mistérios
e de toda ciência;
ainda que eu tivesse toda a fé,
a ponto de transportar montanhas,
SE NÃO TIVESSE O AMOR,
eu não seria nada.
Ainda que eu distribuísse
todos os meus bens aos famintos,
ainda que entregasse
o meu corpo à chamas,
SE NÃO TIVESSE O AMOR,
nada disso me adiantaria.
O amor é paciente,
o amor é prestativo;
não é invejosos, não se ostenta,
não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente,
não procura seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça,
mas se regozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias desaparecerão,
as línguas cessarão,
a ciência também desaparecerá.
Pois nosso conhecimento é limitado;
limitada é também a nossa profecia.
Mas, quando vier a perfeição,
desaparecerá o que é limitado.
Quando eu era criança, falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Depois que me tornei adulto,
deixei o que era próprio de criança.
Agora vemos como em espelho
e de maneira confusa;
mas depois veremos face a face.
Agora o meu conhecimento é limitado,
mas depois conhecerei como sou conhecido.
Agora, portanto, permanecem essa três coisas:
A FÉ A ESPERANÇA E O AMOR.
A maior delas, porém, É O AMOR.
Bíblia - pagina 1474.
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