...e lá, do outro lado,
Pessoas continuam engolindo minhas palavras!
Admiram a dor; sentem-a em sí mesmos.
Cavoucam e entram dentro de minhas frases;
Ora, em esgrimas, ...Ora, Avalanches de sentimentalismos, indecisões,
lágrimas; tropel !
É meu peito que arde, quer saltar louco de mim...
Quer apagar-me à sua existência!
Talvez, não suporte, mais...
Gosto das minhas ilusões.
Gosto de inventar, criando sempre à porta de saída...
Gosto de sonhar,
Ficar olhando para o céu,
Jogando-me por suas ondas,
Atravessando polos frescos,
Tocando nuvens.....
Refazendo os carneiros, coelhos, gatos....
por essas mesmas nuvens; em suas danças de
bailarinas
Que se movem; metamorfoseando-se, ao meu olhar.
Essa é a vida de quem quis nascer;
Correu na velocidade do vento,
e perfurou bravamente,
Um único óvulo saudável de amor eterno!
...estranho corpo!
O corpo, sempre pede!
Roga ser bonito e atraente. ...Pede prá ser nutrido à todo instante;
Banhos e perfumes;
De aromas leves, para engolir outro corpo.
Súplicas, em eterna juventude...oh, céus!
Segue, pondo-se à frente,
Como uma bailarina de quinta, que precisa duns
trocados, urgente!
...falando, gesticulando;
Tentando num performance, eternizar-se em domínios...
À tudo, quer para sí...
Numa gula estridente e sem alma;
rogando e desestituido do espírito real!
E, de longe, muito além,
Sabemos-o desintegrando como pão amanhecido!
Escrevo minha felicidade à gis,Sabendo, tão cedo, deverei apagá-la!
Penso em ceder.
Fechar os olhos, apagar a memória,
desaquecer a mágoa e, entregar-me novamente
em suas mãos.
Penso, só penso!
Talvez, já não exista mais em mim,
o vazio em que me condenastes.
Talvez, essa preguiça de chorar e sair a luta,
cauterizou emoções.
Te quero sim, mas já não te sinto.
As vezes, é como se eu não te conhecesse.
Não sei, mais!