Vera Lyn Poeta

A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p

domingo, setembro 22, 2013


'Tempo disso, tempo daquilo; falta o tempo de nada'

[Carlos Drummond de Andrade]

A vida ensina.
Me sinto bem, por ter tido a humildade em aprender com ela.
Felicidade não é uma parada obrigatória.
Mas sim, estar se sentindo leve, livre e solto por dentro.
Uma sensação serena, de que hoje é apenas mais um dia, e será conquistado com êxito.







O que faria da minha vida, fora de mim, senão em transpor, ousar o inatingível?
Esgotar incessante, em dreno, à doce loucura que se esvai em sangue limpo, ainda quente....É assim.
Trajetória que não procuro respostas, e nem definição. Um ato de amor que me condena a se feliz,
sem saber porque.
Protejo meus comprimidos, e minha alma está salva.


Vera Lyn poeta

sexta-feira, setembro 06, 2013

"A gente vive esperando que as coisas mudem, que as pessoas mudem até que um dia, a gente muda. E percebe que nada mais precisa mudar.”

< Monalisa Macêdo >




Vera Lyn  Poeta

Para sempre, poesia

Já estava a meio caminho andado.
Resolvi então, encarar toda aguaceira; chuvas finas, mais trovões que água, propriamente.
Anda ouvia minha mãe dizendo-me: "Muitos trovões - pouca chuva.". Não fora assim.
Repentina rajada de vento e o guarda chuvas transformara-se num parapente. Crendo eu, ter levantado uns trinta centímetros do chão, senti calafrios.
A reação súbita foi de abandonar o "teto protetor". Estática por segundos relaxei fechando os olhos. Abri os braços lentamente, expus as batidas frenéticas do coração,
e assim, toda chuva veio massagear-me o peito. Foi lavando tudo; dos desajeitados cabelos, aos pés e a alma.
Perdi o medo. Entreguei-me movendo lenta em direção.
Vejo ainda, aquela jovem silhueta brincando em meio aos temporais.
Ela é o próprio temporal que se anuncia. É o próprio tremor, e a devida calmaria.