Assim, sei que posso chegar até as estrelas. E depois seguir assim, Um pouco mais adiante, sempre, Abraçar-nos por fim! Luz protetora, forte para o meu ambiente; dentro de minha alma. É isso!
O pão nosso! O Pai-nosso! Uma ave-maria! Oh Maria, cheia de graça! Fiel e leve; meiga aos pedidos de todas as Marias! Maria com ou sem graça. Abrace-nos, Mãe! Na fidelidade, e nos acolha a infidelidade, também! Às vezes, nos sentimos sózinhas pelos sinais videntes, Das cruzes que carregamos! Sim e não. Bradamos pelos nossos filhos; Pelo filho que somos! Pela nossa mãe; Pela mãe que somos!
Laços!
Atados; presos ao sangue, ao prazer - sim e não!
Laços!
Que sejam, bem vindos à vida, sempre! Interceda pelas Marias letradas, ou Marias de tatos, toques, olhos fixos apenas, Mãos sobrepostas de tanto amor! Mãe.
Jesus Cristo: "Se alguém de vocês tivesse um amigo, e fosse procurá-lo à meia noite, dizendo:
Vocês: 'Amigo, me empreste três pães, porque um amigo meu chegou de viagem, e não tenho nada para oferecer a ele'.
Jesus Cristo: Será que lá de dentro o outro reponderia:
Amigo: 'Não me amole! Já tranquei a porta, meu filho e eu já nos deitamos: Não posso me levantar para dar os pães'?
Jesus Cristo: Eu declaro a vocês: mesmo que o outro não se levante para dar os pães porque é um amigo seu, vai levantar-se ao menos por causa da amolação, e dar tudo aquilo de que o amigo necessita. Portanto eu lhes digo: Peçam, e lhes será dado! Procurem, e e contrarão! Batam, e abrirão a porta para vocês! Pois, todo aquele que pede, recebe; Quem procura, acha; e quem bate, a porta será aberta. Será que alguém de vocês que é pai, se o filho lhe pede um peixe, e em lugar do peixe lhe dá uma cobra?
Ou ainda: se pede um ovo, será que vai lhe dar um escorpião?
Se vocês que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o PAI DO CÉU! Ele dará o espírito Santo àqueles que o pedirem."
Cabisbaixa. Dedos entrelaçados, Contorcendo-se entre sí mesmos. Tomando forma de arames farpados - Farpas! Suspiros, bocejos, dentes cerrados;ansiêdades. A mente não desliga, Não deixa o corpo dormir. O poder sobrê a mesa, olhando para mim. O poder dependendo das mãos!
Sonhos que se realizam envelhecidos Cansados, Sem fome, Com frio.
Um romper de cerca só prá machucar o coração; Coração cheirando à pedra úmida; Liso, leso e louco! louco!
E as mãos, querendo ficar quietinhas. Uma segurando os cigarros, outra Apontando para o céu à contar estrêlas. Estrêlas mudam de lugar.......
Eles dormem feitos leitões abastecidos; Guarnecidos do leite materno. Enfiados uns dentro do outro em afetos Roubados da desilusão e da solidão, Que vem sobre o ombro como cruz!
Um dia fedido, sem esperanças e sorrisos forçados. Saúdam como se tivessem vencido mais um dia, à morte!
Posse ler-lhes a mente através de seus olhares per- didos, Que não condizem com o que falam. Dirigem-se a mim, olhando por sobre a moleira aberta, No topo m ontanhoso de minha cabeça! Vivem com suas realidades enfiadas atrás das orelhas, Prá poderem pular de seus navios, Quando a big-onda chegar.
Ruidos? Somente na casa "daquela mulher esquisita", que eles tentam, Mas não conseguem decifrar!