Vera Lyn Poeta

A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p

sábado, março 05, 2011

Indomáveis Corações!















Teu coração dentro do meu coração!
Pelo tempo encontram-se, completam-se,
e ali ficam.
Indomáveis corações donos de sí!
Conversam, sendo velhos conhecidos.
Vivem suas emoções e se entendem.

Não, não precisarão de nós!

Eu e você seremos apenas coadjuvantes.
Espectadores dessa história, que deslancha,
Assim como bões vinhos,
Armazenados em tonéis pelas adegas do
tempo!

Ah, minha querida vida!
Meu querido sustentável intenso amor!
E eu que havia me perdido de ti?!

Estou em viagem dentro de mim.
Soltei as rédeas dos meus sentidos;
Estamos dentro de ti....

Ouça, é a flauta tocando um blues!


Veralynpoeta.

deixe para o poeta!
















Escrevo o que eu sinto,
o que eu vivi,
O que eu vivo!
Isso não me constrange.
Pelo contrário, me anuncia!

Veralynpoeta.

sexta-feira, março 04, 2011

Quando Você:
















Quando você desaparece,
Finge que de mim se esquece,
Deixa de ser meu pousar,
Oh meu amor, quanta dor!

VeraLynpoeta.

quarta-feira, março 02, 2011

Principio de Vida












Se dali, colho o grão do pensamento,
Umedeço o algodão e planto.
Aqueço-o com o calor humano, intenso,
que exala do meu corpo.
Noutro dia lhe águo.
Lhe toco.
Lhe espero.
Sim, lhe aguardo em arfar terno e cuidadoso,
Por tua vida tenra e nova vida;
Haverá de brotar!

Aromatizar todos os cantos de minha existên-
cia.

Vida, nascimento; idéias concebidas.
Não somos estéreis de sentimentos bons.
Há vida em abundância.


Vida que nasce até no úmido algodão.
Segue no replante. Inunda imensos ares em
verdes à terra de amor!

Somos arquitetos responsáveis pelo estar que
vamos usufruir!

A vida não pode saltar em abstinências,
De ponteiros rígidos que marcam cinco minutos!

Não deixarei no vão minha existência!
Elevá-la-ei ao gráu máximo da concepção.
Amá-la-ei, até que se reproduza, sóbria e defini-
tiva. Em jatos caudalosos de consciência.

Em implosão, minha vida renascerá,
Do chumaço de algodão úmido; aos meus olhos,
Missão!


VeraLynPoeta.

domingo, fevereiro 27, 2011

Tudo passa!














As vezes, estou à volta, com pessoas que, 
aparente, deixaram de viver.

Mínimas palavras soam em amarguras.
Olhares fixos, perdidos; em xeque.
Movimentos lentos, mecanizados.
Suspiros profundos que expelem o que não será
o que não será dito nem descrito.
Finalizam-se assim, no repente.

Tão longe seus olhares; acima da compreensão.
De vez em quando, uma fala desconexa.
Preciso respeitar seus momentos.
Atravesso suas almas. Acordo seus lado esquerdo,
Já, subindo o degráu da razão:

_É a métrica da vida, digo. A vida em versos, recito.
  Precisamos encontrá-la em nós mesmos.
 Talvez, um remir na lucidez muda.
 Melhor assim.
 Puro mérito lançar-nos à paciência.
 Banhem-se demoradamente!
 Alimentem-se e durmam bem.
 Nada como o outro dia!
 Segurem no ombro, os primeiros raios de sol.
 Isso já é luz! Energia cósmica, grito!
 Desacelerem.
 Nada como um arquear por uma causa tão justa:
 A vida!

VeraLynPoeta.