Vera Lyn Poeta

A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p

sábado, novembro 02, 2013


A gente vai dando as pessoas o que elas precisam. Aquilo, que as alimenta por seus instantes, porque as fazem felizes, e de alguma forma, colabora em suas decisões pelos seus dias. Isso, faz com que não nos sintamos tão sós. É horrível viver sozinho...Precisamos, mantê-las.

Bem, enquanto isso, a gente vai dando andamento nas necessidades da nossa própria vida. Intercalar...a gente insere.... necessidade e o prazer. Muda tudo, já não há como se perder.
Destruir, toda carência afetiva, ainda é a primeira decisão. O incondicional, é supero.

Deus, eu sempre penso e falo com Deus. O restante, é a conquista.


Em fio cortante, teu intenso calor me desperta.
Transpiro muito, e todo sol de primavera, possui minha respiração.
Peito, ardendo. Subindo à urgência.
Prendo-me aos brancos lençóis, e já e mar!
Mar, Amor, e desejos incontidos.
Fios de luz em fogaréu, atravessam meus olhos arregalados.
Estou ardendo, e renascendo em ti. Me dê a sua vida.

O Amor é mais forte que a morte...!


Saltar do corpo físico, seguindo a estrada em ligação sutil com o mundo astral. É assim que meus olhos vê, toda a trajetória que chamamos morte e vida. Uma continuação, que o próprio coração ainda pulsante, exige.
Se toda saudade dói mais que corte de navalha, devo manter todas as luzes acesas.



Vou tocar num sonho bom e vivo; rostos, olhos, bocas ainda falantes, de todos aqueles que amei, e amarei em eterno; além... E, INSISTO EM NÃO MORRER A VIDA...!

Reconheço todos os dias, que o amor é mais forte que a morte. Sei, à alma permanecendo em danças e cantos. Proliferando-se em meio e ao ao entorno dos jardins de tenras flores. Cada pétala sorrindo ao toque. Reagindo, e dizendo que as flores são para festejar -  o dia do renascer. A vida, precisa sim, de descanso.




sábado, outubro 26, 2013




...foi, como se a gente tivesse, num impulso, travado com os dedos - os ponteiro do relógio!
_Preciso parar o tempo, agora!

Um novo comportamento, desconhecível, porém dominante surge.

Eclosões de crises! Irmão sol cegando os olhos. Irmã lua amedrontando. Passaporte, para  transcender.

_Será que alguma coisa rompeu-se na estrutura cerebral? Estou afundando....e, os dias e anos, macularam-se ao inferno.

Além vida, num corpo ainda quente. Pulsação desesperada e rios de lágrimas pelos olhos. 

Estava então, em minhas mãos, a espada em dois afiados cortes....Chorei muito, vinte anos depois, que fui entender o que estava acontecendo comigo. O inferno mental, está sempre mais próximo.

Agora, bloqueio e desbloqueio a realidade ao meu prazer e dor. Se dói muito, eu fecho a porta.
Só poderei estar perto, daquilo e daqueles que confio desesperadamente.

vera Lyn Poeta


sexta-feira, outubro 25, 2013

A grade das ilusões





Éramos crianças solitárias. Uma junto das outras. Sempre a nos defender de algum perigo.
De cacos em cacos, construíamos casas de nossos sonhos. Provável lugar, onde vigiaríamos esse sonhos, afim de defendê-los. 
Guardadores das ilusões em imaginação pela infância.....Éramos soldados!

Fé e coragem, embaixo de quarenta graus. Cheiro forte de crianças suadas. Um "pega prá capar", quando em vez...natural, isso.

Certa vez, meu amigo Doca, disse: "Vou quebrar meu pé, só assim ganho biscoitos! Quebra o seu também".

"Quebro, não. Mas quero dos seus biscoitos". E da mesma forma que o empurrei, insinuando-lhe a queda, trouxe-o de volta. "Se falar, vai ter que fazer, seu idiota". - disse a ele, brava, porém.

Fome, Deus! Fome de doces e refrigerantes; pipocas ensacadas para a matinê do cinema! Pura, ilusão.
Toda montanha de terra, era o doce. Toda lata d'água, era o refrigerante. E todo filme, em super produção, tinha o céu infinito como pano de fundo. Cujo roteiro, escrevíamos de mão em mão. 
Éramos felizes, todos nós, crianças solitárias.
Sempre, umas junto das outras:  "Se ficar o bicho pega. Se ficar o bicho come"...Então, a gente matava o bicho, antes.

E assim, muitos de nós que se salvou, ainda vive olhando para as estrelas.
E assim, todo dia, é  dia de nascer de novo.

Vera Lyn Poeta