Vera Lyn Poeta

A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p

domingo, novembro 10, 2013





....e, esse amor incondicional que me tens,
acolhe-me em seus braços de ternura.
Acaricia incansável, meus cabelos entre dedos. 
Beija minha tez encharcada pelo instante do renascimento.
Suga bolhas d'água latejantes, de tanta fervuras. Oceano que transbordou!
Superação e serenidade: É assim, viver tão somente.

Um primeiro plano pelas aldeias indígenas. Um segundo plano,  pelos caminhos das poesias. 
Viver, é belo. Transpor a vida, é mágico.

__Na “busca de quem somos”, subjaz a 
conservação das tradições como memórias 
vivas de um povo a que pertencemos e, nesse 
sentido, a procura de identidade assenta no 
estabelecimento de laços afetivos com o 
passado, porque “Aqui ao leme sou mais do 
que eu…” Fernando Pessoa – .

Eu, não havia enlouquecido.
O amor, é mais forte que a morte. 
Corredeiras: eu preciso das águas em alto nível de deslocamento.
Vivo, o lado simples e humilde da vida. Casa, recebendo perfumes.
Meu Jesus em Cristo, jamais esteve pregado na cruz.









Não há nada a minha volta, a não ser o que meus olhos fechados, queiram sentir.
Não há nada a minha volta, a não ser aquilo que meu coração em estado letárgico de transpor, queira amar desesperadamente.

Não há nada sobre minhas mãos,...Vejam, minhas mãos estão úmidas e derramando-se em caudaloso rio de alumiares...

Os meus cabelos estão encharcados, e minha face está voltada para o secreto infinito. Claridades multicolores...sei, são anjos!

Estou vivendo, por algum tempo, dentro do paraíso. Toda dor sentida, é um renascimento. É a prova máxima, para se ESTAR pelos jardins tenros das flores vivas.


Vera Lyn Poeta

sábado, novembro 09, 2013



O chão afundou de repente. Estou correndo sem sair do lugar.
Frio e quentura, tremores e ansiedades compulsivas. O estomago quer explodir; 
a boca do estomago vai cuspir.
Minha máscara de alegrias, caiu.
Setenta e duas horas ininterruptas sob forte tensão da felicidade. Achei que fosse morrer consumida pela exagerada emoção.
Tragédia imortalizada em minha alma; um labirinto secreto.
Cansaço e pesadelos noturnos. Se não dorme é zumbi. Se dorme, corre o risco.

Sentimentos de amor e ódio se misturam. Prefiro o ódio, a piedade. Sinto pavor pela piedade.

Rabisquei simultânea, milhões de palavras. Todas amontadas na minha cabeça, dando-se em crias.
O cansaço físico desapropria meu corpo para cansar meu olhos,
meu coração,
meus sentimentos....Isso, dói.
Tremor absoluto e angustia. Falta o ar. Respiração sofrega, suspiros doloridos velhas buscas não sei do quê.

Me transpus ao sabor da ventania. Instante esse que desejaria ser nada. Ser vazia. Ser controlada.

Sei, não há volta. Conheci profundamente o umbral. 
Sofrimento: toda volta é um  sofrimento, nada preenche nada. Realidade e ilusão: dois bichos.



Já é tarde, e estamos cada um, voltando para casa.
Restou o recital em poesias, e a decência de algum milagre....

A lua, dorme agora.

terça-feira, novembro 05, 2013

Álvaro de Campos... Na ampla sala de jantar das tias velhas

Na ampla sala de jantar das tias velhas
O relógio tictaqueava o tempo mais devagar.
Ah o horror da felicidade que se não conheceu
Por se ter conhecido sem se conhecer,
O horror do que foi porque o que está está aqui.
Chá com torradas na província de outrora
Em quantas cidades me tens sido memória e choro!
Eternamente criança,
Eternamente abandonado,
Desde que o chá e as torradas me faltaram no coração.
Aquece, meu coração!
Aquece ao passado,
Que o presente é só uma rua onde passa quem me esqueceu...

Álvaro de Campos,