Vera Lyn Poeta

A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p

quinta-feira, janeiro 20, 2011

A vida imitando a arte!






















O poeta vem apagar, ainda em fagulhas,
o fogo!
E o poeta, é o próprio fogo que o conduz em
chamas!

                  Posto que é chama!

 Paixão, Ardor, Amor; doses absurdas de
                         desejos!

No primeiro ato: A cena da despedida;
chorosa paixão dolorida!

_Oh, estou morrendo de tanto amor! -diz.
_Oh, não  irei sobreviver, eu sei! -

Lamenta pelo palco do seu coração,
Que espalha falas solitárias, sopradas pelo
pensamento.

Então, abandona o palco, diz o que lhe vem.
À frase desencanada de Caetano Veloso:

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!"

E o poeta sabe que deverá amenizar dores
persistentes.
Desencubar o amor, que as vezes, parece cinza.
Em cada cena, um ato absoluto de amor, apenas!

Secreto e indiscreto; posto, descancarado, não
importa.        Amor sem fronteiras nem porteiras!

A simplicidade de cada um, é a arte de saber
conduzir a sí mesmo.
Enquanto isso, a vida vai imitando a arte para não
morrer na contramão!

Vera Lyn Poeta




quarta-feira, janeiro 19, 2011

Recitando a Vida





Em cada linha d'um imortal poema,
A sensação única da emoção resgatada.
Andarilho tempo, compensando toda dor
vivida!
Minimizando todo silêncio triste!
Transformando este mesmo silêncio,
Em sons de vozes doces,
Ruidos, das ondas e das folhas...

Olhos para o céu da noite, colhendo estrelas,
Alimentando infinito!
Vibrando na intensidade de viver - mais um
dia!
Deixando esse dia refugiar-se dentro de mim.
Estabelecendo em minha vida, para o eterno.
Quanto tempo for - etéreo seja!

Vida e Tempo!
Tempo e Vida!
Tempo Senhor absoluto da razão!
Reparador!
Integro na tragetória, vida!
Pausar ano nectar, que acolhe em fome,
O breve vôo do Beija-Flor!


VeraLynPoeta.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Descanso na loucura!













Gosto de estar assim, com você!
Gosto de amanhecer largada a sua volta.
Por tuas mãos - a brincar com teus dedos,
Ida e volta, assim.

Colar tuas mãos nas minhas.
Acomodá-las ao meu peito, instigando-te
a dizer: _É você que eu amo tanto!
Devolvendo-te: _Que seja eterno enquanto dure!
"Hum..." - exprime em desconfiança.

Gostaria de lhe ser sincera.
Dizer que em cada porto,
Encontro o grande amor da minha vida!

Que meu coração, sempre andou sem peias,
pelas estações.
Sabendo que o amor não morre, nunca!

Transponder! Sucede e antecede!

Bodas de brilhante, infinita!
Flor de coral; bálsamo adornando o bailar de
nossas cinturas.

E assim, dura a vida inteira!
Somos caminhantes.
E no cais desse porto,
O verão deverá durar a vida inteira!

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Amantes solitários














O Teu corpo é o templo da minha solidão.
O meu corpo, é o mar cinza por você navega.
Somos felizes e tristes.
Dependentes e livres, um ao outro.
Amamos os confins da poesia,
E já não sabemos se nos amamos tanto!

As vezes nos queremos, noutras, não!
Não! Não! Não!

Por vezes, solidão!

O teu corpo é minha casa em caracol.
O meu corpo, é o mar cinza e turbulento
por onde voce naufraga!

Luzeiro escondido!












Não me arranquem dos sonhos.
Meus olhos estão despertos e o coração em latejo.
Deixem que eu sonhe até sustentáculo da nobre
realidade,
definhe o todo, pouco a pouco, de vez.

Para que tamanho mundo onde devo  guardar-me   a
pesadelos em suas dores que ainda virão?!
Diminuam o mundo.
Fechem as comportas da minha louca realidade.
Destruam os degraus dos sonhos que meus  sentidos
sobem e descem todos os dias.

Sonhos desde a sabida infância. Bem antes do beabá.
Na precisa renascença.
Sonhos de olhinhos fixos e úmidos; corridos a longas
estradas sem fim.

Criança de sonhos que guardou tudo em segredo.
Explodindo em metáforas sem o saber
Vulcão expelindo lavas em fogo de solidão.
Alimentando ao ninar pelos 
bonecas rígidas e mudas, frias e sem vida.

Preciso cuidar do amor e da dor devoradora.
Infindo olhos que não apagam à alma e nem a mente,
Luzeiros.