Vera Lyn Poeta
A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p
domingo, outubro 24, 2010
Acorda, amor !!
Gostoso sofrer !?
Não ter para onde correr !?
Circundar em volta de sí mesmo,
e de amor morrer....morrrer........
Meu corpo acordou sob temporal.
Estava encolhido e chorava a despedida.
Meu corpo te gera em vontades esquisitas
Silencioso como feto; envolvido.
Ironia do destino que no mesmo invólucro
nos traziam,
E, seria esse mesmo destino,
Que em desgraças nos distanciariam.
Paradoxos!
Tenho a nítida impressão de te ver alí,
Na biblioteca sobrê os livros,
Sorrindo para mim.....
E todo dia, aquele desgastado dezembro,
te tráz assim.....
Se a ti desejei felicidades : Menti!
Sou poeta e não sei guardar dor.
Tenho que expôr; a dor....Devo morrer de amor,
entende?
Dizer que não restou saudades ? oh! pura vaidade!!
E a vida ainda, me cobrando em cremes dentais e sabonetes ?!
Não sei se mato ou se morro!
Não sei se fico ou se corro;
Para os teus braços que começam a me fazer falta,
Nao sei.........
Acorda, só por um momento, Amor!
sábado, outubro 23, 2010
A Louca Amíra!
Então todos se assustaram ... ohhhh .....quando no portão,
Amira saíra.
Descalça, desengonçada, descabelada...
Lentes escuras, para evitar-lhe o sol que aos olhos ardiam.
Amira, onde você estava ? - uma das alcoviteiras, lhe indaga.
Dentro do caldeirão fervente. Onde almas penadas se fermentam!
Oh você, Amira! Uma mulher tão bonita e inteligente, jovem ainda....
O que faz nessa gaiola perdendo os prazeres da vida?!
Se lhe responder à altura,
Inimiga nos tornaremos, querida!
Mas já estão lhe insinuando "A Louca Amira!"
Dizem: _ Cuidem-se, ali vive uma louca......
tititi, tititi, tititi....
Fetidez! responde-lhe Amira! _ Nauseabundos;
escórias metálicas!
Amira adentra a gaiola. Quero dizer, o portão.
Há muito Amira assumira a si mesma,
o difícil caminhar a discernidão....
Mas os que a alcovitagem não sabia,
era que Amira a Pablo Neruda, ouvira:
"Todos os caminhos conduzem ao mesmo objetivo:
Comunicar ao mundo o que somos.
Devemos atravessar a solidão e a dificuldade
o isolamento e o silêncio, a fim de chegar ao local
encantado."
E dentro de si, Amira se reconstruía,
compactava; opressões desobstruíam.
Sabendo que somente Deus em seu abraço dengoso,
se quisesse, a desequilibraria.
_Poeta, porque as pessoas são tão insatisfeitas, com a alheia vida?
Observe Poeta, o barulho à seu decibel as descompensam.
O silêncio em seu decibel silencioso, as atormentam!!!
_É, Amira! A humanidade assim caminha,
procurando a tal felicidade,
Sem sequer semear uma só semente em suas realidades
um tanto vazias!
sexta-feira, outubro 22, 2010
Só preciso chorar..
Visto o que me cabe e improviso!
Com um nó na garganta, apenas um,
Do susto que levo com o imprevisto!
Se conduzo à realidade como um cão,
Que amo e é amigo.
Ela, a realidade, não deixará de ser fria,
Só porque o cão me faz companhia!
Se abro o amor em fúria
Posso ver além do beijo que me envolveu;
Da lingua que me lambeu.....
Amor preso à coleira!
Consumindo do pescoço aos ombros;
as patas......"Site!"
De tanto aperto,
Comprimiu a garganta e molhou meu rosto
eternecido...
Frágil silêncio no adeus que dei
sem querer...."Adeus, então!".
Sobraram versos em rimas,
labirintos, escombros e ruinas.
Não quero ombros para chorar!
Nem pontes à outro amor, me levar!
Não toquem e nem retoquem
A pintura-tristeza no meu perdido olhar.
Só preciso chorar!
segunda-feira, outubro 18, 2010
Acendedores de Ilusões
Vejo gente grande usando sonhos como ponte,
E neles não habitar!
Presentear enormes corações vermelhos: "I Love You!", e
Não amar!
Enviar palavras coloridas; neônios que dilatam pupilas
-Reluzentes bailarinas -
E no repente desamar;
Empurrar a fila - andar!
Já fui gente grande prá poder não sonhar: Ilusão!
Vejo gente grande que se comove mas não sofre!
Que argumenta, critica, crucifica mas não acolhe!
Que apanha, apanha e desaprende! Agoniza e determina
e não morre!!
Já fui gente grande de pés presos aos sapatos!
Pele branca de ácaros! Pés e mãos sem calos!
Procuro gente grande no portão;
Pilares de concretos - linha invisível -
privação.....De outra gente grande que,
Queima lenha no fogão de chão.
Faróis a lamparinas. Caldos de gramas cozidas!
Queria ser como gente grande que com
Outra gente grande, se basta.
Afoga a essência; raizes - mata.
Se encontra; sofre e morre - Mas se acha!
Gente grande tem medo de envelhecer,
engordar ou morrer!
Toma comprimidos pra comprimir TODOS os sentidos!
Tem medo de sair do chão,
voar,
viajar...
Gente grande, sempre tem razão!
Dividi a realidade - metade; sonho.
Construi um castelo de fogo
Prá gente grande não me tocar,
derrubar,
Prá não me roubar mais, -de mim-
Gente grande me fez compreender a vida,
Em apenas um fío, como lâmina reluzente,
Que passa de repente,
Aos olhos perspicaz da mente!
A mente humana!
A mente humana!
A mente humana, agora, é visível
Porque tem boca e olhos,
olhos - sementes; não mentem.
As vêzes as flores estão tristes e ficam desbotadas!
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