Vera Lyn Poeta

A arte é Divina, é a salvação. A arte nos poe mais perto de Deus. v.l.p

sábado, novembro 27, 2010

Não me abrace, por favor!



Pegue a rosa!
Derrube esta rosa sobrê meu colo,
Mas não me abrace por favor!
Não desate,
Nem desabe,
Nem se acabe.
Fique olhando o que é teu.
Eu preciso de você!
Pelo meu silêncio e pela dor.
Não fale nada, nunca!
Só preciso que sinta a solidão que sinto.
Que veja meu olhar perdido
Vagando aos escombros do infinito....

Não! Não chore, nunca!

Eu, preciso de você!
Preciso que aprecie cada personagem que visto.
Isso! O jeito forte que recito e grito.
Gesticulo e sofro,
Choro e rio;
Rio que escorre pelos suores estremecidos...
E o coração, quase não suportando,
Ajoelha, beija a rosa e deita...
deita...
Manso no teu próprio remanso
enfrequecido.

Eu, preciso de você assim,
Um tanto sem mim!




quarta-feira, novembro 24, 2010

Intensidade, sim !





sei, exatamente o que sinto.
quando corro, voo, vou.......










Não acomode nunca, poesia!
Levante! Não pense e grite o que é urgente!
Não me apresente em definhamento;
Extenuada, murcha, decaída!
Resgatemos ao tempo, em tempo,
Todos os anos, sim e não comedidos.
Anos compactados, suados, calejados,
Presos e absolvidos...
Anos descrítiveis e vivídos!

Não me aprisione ao passado de corações
partidos, não!
Nem aos leitos do próprio leito, ou
Ao leito do vento!

Vamos falar o inglês, francês, tupi-guarani;
o português!
Não responderei, nenhuma questão que venha
impugnar nosso processo de vida, não!
Estará em meu lombo amada poesia;
Também, estarei no teu...
Acórdão de paz, absoluto!

Grafar-te-ei pelos escombros da notada solidão.
Mas, assim que ao sol da vida evocar-me
                        -d'algum lugar- 
Irei à ferra-dura!
Sugiro-te aos umbrais, e
Não acomode poesia, nunca!


segunda-feira, novembro 22, 2010

O recompor - Confissão.














O recompor da minha vida, Sim!
Posso contá-lo pelos palitos de fósforos,
que gastei acendendo cigarros,

     -um atrás do outro-

Enquanto ouvia algum gemido, ao longe,
E, o estalar de móveis que se recompõem
pelo noturno,
No silêncio que se fazia a minha volta;
Que ora, havia costurado-o ao meus sentidos.
Totalmente desplugada da movimentação
e da parafernalia que é a rotina do dia a
dia.
Havia então, um por dentro de mim, sim!
Esse por dentro estaria fora agora.
Com certeza, captando
Capitando TUDO e fazendo o entedimento
com o fora de mim.

Construi uma muralha de vidro, que dava-me
visão e vazão.
Mas ao de fora que ver-me queria, não!

Então os palitos foram-se amontoando e,
Comecei a sentir fortes compressões no peito,
Que radiava pelos pulmões e então, vinha a
dificuldade para respirar...
Só então, compreendi que estava viva.
Eu, estava viva!
A partir da dor, percebi que as segundas-feira,
Começavam a fazer sentido.
E, já não agia feito uma máquina.
Uma maquina solitária e desumana.

sábado, novembro 20, 2010

Consciência Negra!




Nesse instante, em que faço uso da minha consciência,
Com o senso único da responsabilidade em atribuir a "não - sei - quem,
Essa deformidade em que se faz uso das cores!
Posso partir do princípio daltonismo, na oftalmologia, e desembocar até
a acromatopsia; manocromatismo! e daí?
Como também posso seguir o sentido figurado em que consta deficiência;
deturpação à persepção que impossibilita a IGNORÂNCIA de compreender,
respeitar e entender certos assuntos.

Século XXI. Uma prte do mundo caindo aos pedaços.....-O mundo se auto
refaz-, os habitantes dessa naú, não!
Ao invés, de seguirmos todos, uma frente de luta pelo presente que ferve
em caldeirões,  deixando um número incontável de vitimas.
Diga-se, vítimas de sua propria espécie. Como se não bastasse,
Há, paradas obrigatórias, onde seres humanos de cá, tenta habilitar o ser
humano de lá,
No encabeçamento de causas, em que VELHOS são enchotados, porque
são VELHOS!
Crianças são abusadas, torturadas fisíca e psicologicamente de forma ca-
lamitosa em suas infâncias rompidas, porque são indefesas!
A pobreza (?) porque é pobre e não tem voz.
Porque faz a parte bruta e não pode ter inteligência. Será?
A opção sexual, que é direito exclusivo de cada, mas incomoda....
Enfim, dedos em haste, línguas soltas e idéias frouxas, compactuadas
a própria denegrição humana.

E hoje  é Dia Da Consciência Negra!

Dia esse, que a cor de lá deverá por na cabeça da cor de cá, QUE SOMOS
TODOS IGUAIS! Iguaizinhos em TUDO!
Uma história sem moral; moral o escambal.
Vejo o RACISMO, a DISCRIMINAÇÃO, o PRECONCEITO, como piadas
indefesas que só enche o bucho de quais os detém e se esparramam.
Sociedade essa, onde a cor de um individuo se torna uma quetão judicial...
Hipocrísia pura! 
Um dia isso acaba. TUDO tem seu fim!

Certa vez, lá pelos meus doze, brincava com um amiguinho: o Roberto
Carlos. Então lhe perguntei:
_Beto, porque você é dessa cor?
_Sei lá Verinha! Nasci assim. Meus pais também são dessa cor....
Só então, vimos juntos, uma estrela romper-se de seu posto e deslizar
na velocidade do vento e sucumbir; sumir infinito àfora.......

_Você fêz um pedido, Beto?
_Sim, fiz. Devemos mantê-los em segredo para que se realize, Verinha!
Sim, é certo. - respondi-lhe.

Nos abraçamos e rimos na espera de que o SER MAIOR -da cor do amor-
nos atendesse aos pedidos.

Talvez seja essa consciência que falta no ser humano: A consciência do
Amor!
Da absorção na elevação do espírito que nos transporta ao extâse de
poder viver numa boa.
Que nos leva a consciência pura, de que há no mundo, causas bem mais
nobres e superior à INDIGESTA DISCRIMINAÇÃO RACIAL.

Não gosto do preconceito, nunca gostei!
Venha de quem vier, seja lá qual for a fonte.
Aprendi, através do afeto, a olhar nos olhos quando da interação.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Saúde para a mente - reflexão !

Assim, sei que posso chegar até as estrelas.
E depois seguir assim,
Um pouco mais adiante, sempre,
Abraçar-nos por fim!
Luz protetora, forte para o meu ambiente;
dentro de minha alma. É isso!



a vida é bela!

quinta-feira, novembro 18, 2010

Mães e Filhos - O pão de cada dia!




O pão nosso!
O Pai-nosso!
Uma ave-maria!
Oh Maria, cheia de graça!
Fiel e leve; meiga aos pedidos de todas as Marias!
Maria com ou sem graça.
Abrace-nos, Mãe!
Na fidelidade, e nos acolha a infidelidade, também!
Às vezes, nos sentimos sózinhas pelos sinais
videntes,
Das cruzes que carregamos!
Sim e não.
Bradamos pelos nossos filhos; Pelo filho que somos!
Pela nossa mãe; Pela mãe que somos!

Laços!

Atados; presos ao sangue, ao prazer - sim e não!

Laços!

Que sejam, bem vindos à vida, sempre!
Interceda pelas Marias letradas, ou
Marias de tatos, toques, olhos fixos apenas,
Mãos sobrepostas de tanto amor!
Mãe.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Pedir em confiança - por: Jesus Cristo.






















Jesus Cristo:    "Se alguém de vocês tivesse um amigo, e fosse procurá-lo à meia 
                              noite, dizendo:

Vocês:                'Amigo, me empreste três pães, porque um amigo meu chegou de
                              viagem, e não tenho nada para oferecer a ele'.

Jesus Cristo:    Será que lá de dentro o outro reponderia:

Amigo:               'Não me amole! Já tranquei a porta, meu filho e eu já nos deitamos:
                             Não posso me levantar para dar os pães'?

Jesus Cristo:   Eu declaro a vocês: mesmo que o outro não se levante para dar
                            os pães porque é um amigo seu, vai levantar-se ao menos por
                            causa da amolação, e dar tudo aquilo de que o amigo necessita.
                            Portanto eu lhes digo: Peçam, e lhes será dado!
                            Procurem, e e contrarão!
                            Batam, e abrirão a porta para vocês!
                            Pois, todo aquele que pede, recebe;
                            Quem procura, acha; e quem bate, a porta será aberta.
                           
                            Será que alguém de vocês que é pai, se o filho lhe pede um peixe,
                            e em lugar do peixe lhe dá uma cobra?

                            Ou ainda: se pede um ovo, será que vai lhe dar um escorpião?

                            Se vocês que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto 
                            mais o PAI DO CÉU!   Ele dará o espírito Santo àqueles que o 
                            pedirem."     
    
                            

sábado, novembro 13, 2010

Beco sem saída














Cabisbaixa.
Dedos entrelaçados,
Contorcendo-se entre sí mesmos.
Tomando forma de arames farpados - Farpas!
Suspiros, bocejos, dentes cerrados;ansiêdades.
A mente não desliga,
Não deixa o corpo dormir.
O poder sobrê a mesa, olhando para mim.
O poder dependendo das mãos!

Sonhos que se realizam envelhecidos
Cansados,
Sem fome,
Com frio.

Um romper de cerca só prá machucar o coração;
Coração cheirando à pedra úmida;
Liso, leso e louco! louco!

E as mãos, querendo ficar quietinhas.
Uma segurando os cigarros, outra
Apontando para o céu
à contar estrêlas.
Estrêlas mudam de lugar.......

Ruidos















Eles dormem feitos leitões abastecidos;
Guarnecidos do leite materno.
Enfiados uns dentro do outro em afetos
Roubados da desilusão e da solidão,
Que vem sobre o ombro como cruz!

Um dia fedido, sem esperanças e sorrisos forçados.
Saúdam como se tivessem vencido mais um dia, à
morte!

Posse ler-lhes a mente através de seus olhares per-
didos,
Que não condizem com o que falam.
Dirigem-se a mim, olhando por sobre a moleira
aberta,
No topo m ontanhoso de minha cabeça!
Vivem com suas realidades enfiadas atrás das orelhas,
Prá poderem pular de seus navios,
Quando a big-onda chegar.

Ruidos?
Somente na casa "daquela mulher esquisita", que eles
tentam,
Mas não conseguem decifrar!

É madrugada, primavera, e o infinito é todo meu!

quinta-feira, novembro 11, 2010

Deveria


Deveria estar pulando de alegria!
Porquê alegria?
Tudo tão óbvio, tão certo!

Às vêzes espero muito mais!
Muito mais do que promessas ouvidas,
contidas.
O pulso pulsa incerto indefinido;
Propulsão meteórica - inibido.
De raspão, fisgado; ulceração!

Medo embalado prá viagem.
A coragem que chega forte; lenta.
Respira fundo e pensa, pensa, pensa,
Pensabundo!

O tempo?
Ora, esse corre desesperadamente, lento!!

quarta-feira, novembro 10, 2010

Falando de Amor.....













Não haveremos de nos ver, mais!
Embora o íntimo do coração
Se emociona quando das lembranças,
Mas nosso tempo terminou!

Vivemos todas as emoções das palavras.
Repartimos os segrêdos de nossas vidas.
Por vêzes você chorou,
Depois choramos nossa dor.

Assim estabeleci dentro de mim
Esse amor imenso    que   me devolveu à
vida.
Um amor que respeitou tudo!
Até as horas em que meu coração
Quis esvaír-se ao peito;
Te abraçar forte, com ternura.....

Quero que tú mores no céu!

Quero que teu coração,
Aprenda a amar sem tempo,
Sem hora, sem fim...
Assim como meu coração
Continuará te amando.

Estarei cuidando de mim
com carinho; bastante perseverança.
Estarás cuidando de ti, também assim.

O amor é assim mesmo.
Não morre, nunca!
Só muda de estação....
Porisso, as vêzes vai embora,
Silencioso, dócil e humano!

domingo, novembro 07, 2010

Saudades súbitas!



Tudo tão breve;
Breve quanto o pensar....
Buscar por um momento; o penar.

Nada, nada, nada à tocar!
   -Ilusão é a ótica-
O cabelo molhado,
A roupa pouca; fina.....
A boca aberta e molhada...
Desejos espalhados por finos fíos fríos,
  -de longa distancia-

Fazer o que,
Se a cadeira não salta?!
O assento quente em labaredas sobem
aos olhos insistentes,
Imagens grafadas no inconsciente; tão preparado
e egoísta......
Dores, dores  de saudades súbitas !!

Estou dentro do poema que escrevo
Subo, desço; Vou ao meio.
Me desintegro e recomponho; Recomêço.
Estremecida, soluçada; embebida....

O coração se põe desmontado.
Vai adiante,
Dizendo sim, dizendo não; Talvez!

Acho que esqueci teu nome.....
Mas confesso que te amo !
Te amo. Te amo.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Visões de esperanças.....






visões de esperanças,
 bom de se ter e manter!





Dias belos vão / dias belos vem.
Nascem pela manhã
e adormecem ao escurecer.

Depois,  despertam pelo alumiar da lua,
Ainda em seus inchados olhinhos....
Bela é a noite -
em seu noturno alvorecer!

Cumprem suas trajetórias
Em seus tempos infinitos
Sem nenhum conflito!

A primavera é meu berço
D'onde o arco-íris alcanço
Ao rebanho de borboletas alimento e
lanço...

E desse berço, já em louva-a-deus, salto e alcanço!
Verdinho, verdinho reluzente!
Esbugalhados olhinhos; apressados.
Longas perninhas ajoelhadas.
Mãos dirigidas em apoteose, pro céu,
Em louva-a-deus;
a Deus agradeço!

domingo, outubro 31, 2010

Cuida de ti, Brasil !













Queria ser eu, Pedro, o fidalgo português!
Que saíra de Lisboa a nove de março em l.500, e que seu rumo
seria as Indias Orientais.

Mas Pedro, o fidalgo português, não suportando o forte calorão sem ventos
e sufocante, desvia sua rota.
Ruma então, para o sudoeste e nessa guinada, aporta as praias da bahia
Brasileira!  Isso, em 22 de abril de l.500!

Já na segunda missa celebrada pelo Frei Henrique, os portugueses distribui-
ram cruzes aos indios, que por aqui, já habitavam.......Cruzes?
É, cruzes. Será que é porisso que Brasileiro tem sempre a impressão de estar
carregando uma cruz?

Mas é, no segundo trecho da carta que Pero Vaz de Caminha, endereça ao rei
Dom Manuel, em autentico registro do nascimento do Brasil,
Que meu corção fica, realmente, inflamado.

1ª página da carta, segundo trecho:














"E dali houvemos vista d'homens, que andavam pela praia, de 7 ou 8,
Segundo os navios pequenos disseram, por chegarem primeiro.(....)
A feição deles é serem pardos, maneira d'avermelhados, de bons rostos e
e bons narizes, bem feitos.
Andam nús, sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa cobrir
nem mostrar suas vergonhas.
E estão acerca disso com tanta inocência como tem em mostrar o rosto."

Quarto trecho da carta:

"E uma daquelas moças era toda TINTA, de fundo a cima, daquela tintura,
a qual, certo, era TÃO BELA e tão redonda a sua vergonha, que ela não
não tinha, TÃO GRACIOSA, que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-
lhes tais feições, fizera vergonha, por não terem à sua como ela."












Somos  Brasileiros, oxente!
Que venha do fado, passe por Dominguinhos à Margareth Menezes!

Sou de avó paterna, sra.Jesuina Maria, a india.
Sou de avô paterno, sr. Venâncio Dimas, o português.
E filha legitima de seu filho Valdemar, o paulista e de dona. Maria
Aparecida a mineira!

Pronto!  Branco, negro  e serem pardos maneira d'avermelhados.....
É essa a minha etnia.
Sou mesmo Brasileira.  De cultura, de pele, formato da cabeça; pensa-
mento, cabelos e ginga!

Não existe no mundo, um coração maior, do quê esse coração que
carrega nossa bandeira!

Cuida de ti, Brasil!  
"nóis é mesmo assim."

quinta-feira, outubro 28, 2010

O sarau está dentro de mim !!





"...Vinicius, Drummond...
 Jamais lhe perdoariam!!!








Quando passou por aqui,
O que exatamente fazia ?
Seriam falas decoradas ou,
Realmente sentia o quê implorava;
chorava,
insistia ?!

Declarou-se em versos e poemas
que há muiiito iluminam e me guiam!
Vinicius, Drummond, Quintana - Neruda, oh
-Jamais lhe perdoarim!!!

Imenso palco de cadeiras vázias!
Sim. Porque do amor até o amor,
Somente à chama ardente, resistiria.....

Não! Não seria plausível nem imediato pelo
lombo da poesia!
Amada Lua!
Amadas estrelas!
Amado sol!
Amada chuva....Não! Não!

Daquele palco ao teu ombro,
Uma platéia invisível te via;
Ovacionava; aplaudia;
A áspera descida que à escada de incêndios,
fazia.
Levando como prêmio, em solavancos,
Minha sombra nítida!
Que a ti acompanha, incomoda, devora e
intimida!

Raizes, talento = amor.

Parto; vou indo....















Gosto desses mundos desconhecidos
Que habitam dentro de mim, eu gosto!
Agora eu gosto.

Parto do princípio que nada sei.
Parto do instinto;
Parto -  Luz, concepção e vida,
enfim!

quarta-feira, outubro 27, 2010

Temporal lento? Aonde lento, temporal ?!















Atender ao vai e vem; vem e vai do caudaloso estar!
As vezes cabecilho....outras, andarilho.
Um ajuste desajustado
Dessa imensidão em prolapso...
Não ! Não que seja mitral.
É emoção descritamente discplicente, feito lento
temporal!? 
Temporal lento ?
Aonde ?
No peito que se joga à furia da semente gerada sem
explicação......concepção;
Concepção que dividi-me entre a solidão que aflora,
ao silêncio que devora...
Talvez personagens assim;
Além de mim,
Que a mim, controla.

Como estabelecer dois travesseiros,
Se enquanto um dorme, o outro chora?!

E como ao fruto murcho à água renova;
Novo a saborear,
e após morrer; deitar!?

Mil e duzentos anos vividos!!!
Totalmente desprovidos,
De última história de amor, constatar!

Amores à meia hora condicionado;
à meia hora abandonados!

Ah  jovens versos que brotam; afloram...
Me acertam fumegante e à auto inscontância
me implora!!

Afrescos  à mãos,
a pulsação.....

Acuda-me Afrodite......deusa incausta do amor;
Acuda-me agora !
Agora!

......até sair terra, esguichar liquidos!















Me coloco contra a parede todo dia!

Espremo, aperto, compactuo......
Até sair liquidos!

Esparramar terra!

Cuspir em fogo!

Formar calos e arder!

Sentir calafrios; arrepios...

Até sangrar minhas idéias.

Até harmonizarem;

O amor e o ódio que as vezes, sinto!
O desespero e a paz que aos olhos emito!

...até  ouvir sons,
...ruidos,
...desacelerar   a dor,
A dor,
A dor e o desespero que sinto!

segunda-feira, outubro 25, 2010

Inclusão !

Não consigo viver um só dia,
Sem botar lenha no fogo louco, 
dos meu sonhos!

Tudo que meu coração ama!
Que ao meu espírito absorve e inflama!
Enfim,ao quê minh'alma comunicativa se irmana!

Resumindo:

Deverá escorrer pela semana.
Ampliando-nos ao mês; ano.
E, num possível largo tempo de existência!











-Janis Lyn Joplin-















Monterrey- 1967- Por: Myra Friedman

"No segundo dia do festival, O big Brother and the Honding
Company, subiu ao palco. O conjunto afinou os instrumentos
e, alguns minutos mais tarde, sua vocalista surgiu,
CINTILANTE num terninho lamê. AGARROU o microfone como que
de IMPULSO.
Um pé impaciente marcou o compasso na plataforma - e JANIS
JOPLIN soltou ao ar a primeira e surpreendente NOTA musical
de uma PERFORMANCE que balançou MAIS o festival do que TODOS
os outros números.
Os APLAUSOS que se seguiram pareciam estrondo da 



TERRA se ABRINDO."









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domingo, outubro 24, 2010

Acorda, amor !!
















Gostoso sofrer !?
Não ter para onde correr !?
Circundar em volta de sí mesmo,
e de amor morrer....morrrer........

Meu corpo acordou sob temporal.
Estava encolhido e chorava a despedida.
Meu corpo te gera em vontades esquisitas
Silencioso como feto; envolvido.

Ironia do destino que no mesmo invólucro
nos traziam,
E, seria esse mesmo destino,
Que em desgraças nos distanciariam.

Paradoxos!

Tenho a nítida impressão de te ver alí,
Na biblioteca sobrê os livros,
Sorrindo para mim.....
E todo dia, aquele desgastado dezembro,
te tráz assim.....

Se a ti desejei felicidades :  Menti!
Sou poeta  e não sei guardar dor.
Tenho que expôr; a dor....Devo morrer de amor,
entende?

Dizer que não restou saudades ? oh! pura vaidade!!

E a vida ainda, me cobrando em cremes dentais e sabonetes ?!

Não sei se mato ou se morro!
Não sei se fico ou se corro;
Para os teus braços que começam a me fazer falta,
Nao sei.........

Acorda, só por um momento, Amor!

Paulo Mendes Carvalho













Resultado final: as arvores perdem a guerra e
                 os homens ganham o inferno.

sábado, outubro 23, 2010

A Louca Amíra!








 Então todos  se assustaram ... ohhhh .....quando no portão,
Amira saíra.
Descalça, desengonçada, descabelada...
Lentes escuras, para evitar-lhe o sol que aos olhos ardiam.

Amira, onde você estava ? -  uma das alcoviteiras, lhe indaga.

Dentro do caldeirão fervente. Onde almas penadas  se fermentam!

Oh você, Amira!   Uma mulher tão bonita e inteligente,  jovem ainda....
O que faz nessa gaiola perdendo os prazeres da vida?!

Se lhe responder à altura,
Inimiga nos tornaremos, querida!

Mas já estão lhe insinuando "A Louca Amira!"
Dizem: _ Cuidem-se, ali vive uma louca......
                    tititi, tititi, tititi....

Fetidez!   responde-lhe Amira!   _ Nauseabundos;
escórias metálicas!

Amira adentra a gaiola. Quero dizer, o portão.
Há muito Amira assumira a si mesma,
o difícil caminhar a discernidão....

Mas os que a alcovitagem não sabia,
era que Amira a Pablo Neruda, ouvira:

"Todos os caminhos conduzem ao mesmo objetivo:
   Comunicar ao mundo o que somos.
   Devemos atravessar a solidão e a dificuldade
   o isolamento e o silêncio, a fim de chegar ao local
   encantado."

E dentro de si, Amira se reconstruía,
compactava; opressões desobstruíam.
Sabendo que somente Deus em seu abraço dengoso,
se quisesse, a desequilibraria.

_Poeta, porque as pessoas são tão insatisfeitas, com a alheia vida?
   Observe Poeta, o barulho à seu decibel as descompensam.
   O silêncio em seu decibel silencioso, as atormentam!!!

_É,  Amira!  A humanidade assim caminha,
   procurando a tal felicidade,
   Sem sequer semear uma só semente em suas realidades
   um tanto vazias!










sexta-feira, outubro 22, 2010

Só preciso chorar..
















Visto o que me cabe e improviso!
Com um nó na garganta, apenas um,
Do susto que levo com o imprevisto!

Se conduzo à realidade como um cão,
Que amo e é amigo.
Ela, a realidade, não deixará de ser fria,
Só porque o cão me faz companhia!

Se abro o amor em fúria
Posso ver além do beijo que me envolveu;
Da lingua que me lambeu.....

Amor preso à coleira!
Consumindo do pescoço aos ombros;
as patas......"Site!"
De tanto aperto,
Comprimiu a garganta e molhou meu rosto
eternecido...
Frágil silêncio no adeus que dei
sem querer...."Adeus, então!".

Sobraram versos em rimas,
labirintos, escombros e ruinas.

Não quero ombros para chorar!
Nem pontes à outro amor, me levar!
Não toquem e nem retoquem
A pintura-tristeza no meu perdido olhar.
Só preciso chorar!

segunda-feira, outubro 18, 2010

Acendedores de Ilusões














Vejo gente grande usando sonhos como ponte,
E neles não habitar!
Presentear enormes corações vermelhos: "I Love You!", e
Não amar!
Enviar palavras coloridas; neônios que dilatam pupilas
-Reluzentes bailarinas -
E no repente desamar;
Empurrar a fila - andar!

Já fui gente grande prá poder não sonhar: Ilusão!

Vejo gente grande que se comove mas não sofre!
Que argumenta, critica, crucifica mas não acolhe!
Que apanha, apanha e desaprende! Agoniza e determina
e não morre!!

Já fui gente grande de pés presos aos sapatos!
Pele branca de ácaros!  Pés e mãos sem calos!

Procuro gente grande no portão;
Pilares de concretos - linha invisível -
privação.....De outra gente grande que,
Queima lenha no fogão de chão.
Faróis a lamparinas.  Caldos de gramas cozidas!

Queria ser como gente grande que com
Outra gente grande, se basta.
Afoga a essência; raizes - mata.
Se encontra; sofre e morre - Mas se acha!

Gente grande tem medo de envelhecer,
engordar ou morrer!
Toma comprimidos pra comprimir TODOS os sentidos!
Tem medo de sair do chão,
voar,
viajar...

Gente grande, sempre tem razão!

Dividi a realidade - metade; sonho.
Construi um castelo de fogo
Prá gente grande não me tocar,
derrubar,
Prá não me roubar mais, -de mim-

Gente grande me fez compreender a vida,
Em apenas um fío, como lâmina reluzente,
Que passa de repente,
Aos olhos perspicaz da mente!

A mente humana!
A mente humana!
A mente humana, agora, é visível
Porque tem boca e olhos,
olhos - sementes;  não mentem.

As vêzes as flores estão tristes e ficam desbotadas!

quinta-feira, outubro 14, 2010

Só por hoje....















Hoje eu acordei assim;
Com vontade de correr junto aos pássaros.
Talvez mais, muito mais que correr...Voar!
Voar além dos pássaros.
Não olhar para tráz.

Abrir meus braços,
Engolir o horizonte.
Abrir meu peito,
Soltar o coração.
Não deixar sequer, pegadas ao chão!

Vou embora para o arco-iris.
Hoje me embrenho furiosamente ao arco-iris...
Levo meu rebanho de borboletas e toda a primavera!

Mais tarde
Resgato a lua e as estrêlas,
Mas não, sem antes,
O sol em eclipses esconder...

Se acaso chover,
Estarei acima das nuvens...dentro de mim.
Dentro de mim chora e canta.
Dentro de mim sonha e espanta.
Dentro de mim tem um ápice.

Hoje, colhi jasmins brancos, tenros, vivos...
Coloquei aos pés da santa,
e por sobre minha mesa de escrever;
Encima do balcão de, as vezes, beber....

Hoje eu acordei assim;
Bêbada;  De lua...
Na mais pura - inconstância do meu ser!

Acho que é mesmo assim...